Chegou o ponto de viragem. A altura que todos nós passamos na vida, seja em que momento for. É altura de pensar; tentar assimilar todas as vertentes possíveis, escolher um caminho, tentar ver quais as possibilidades, contrariedades, vantagens e desvantagens desse caminho. Pesar tudo. Tentar ver onde cada um nos pode levar. E depois, escolher. Não é fácil; se formos a ver, nada é. Apenas é tornado mais fácil pelo nosso optimismo. Mas eu não sou optimista. Sou um pessimista por natureza. Sempre pensei que, se algo pode correr mal, correrá (sim, sou apologista dessa famosa lei do não menos famoso Murphy). No entanto, sou obrigado a reconhecer que não é bem assim; o trabalho corre bem, o namoro corre bem... Até o blog corre bem. Algo que, e como sempre disse, me fez reflectir e me surpreendeu desde início. Sinceramente, (e isto é apenas uma ideia minha) sempre pensei algo do género:
"Mas o que é que caralho vêm as pessoas aqui?! Há por aí tantíssimos blogs de qualidade superior ao meu..." Mas o facto é que as pessoas cá vêm. Fica desde já prestado o agradecimento a quem faz deste espaço um espaço a visitar. Regularmente, pelo que tenho visto no contador de visitas. Mesmo sem entradas regulares, há já um tempo que a quantidade mínima de visitas se cifra nas 120, mais coisa menos coisa. Mas já me estou a desviar; não era disto que vinha falar. Vinha falar, isso sim, da escolha de um caminho. Um caminho que terei que ser eu a escolher, visto que sou eu quem o vai percorrer. Algumas coisas continuarão como antes; outras, nem por isso. Talvez deixem, até, pura e simplesmente, de existir. Há prioridades a rever, outras a criar e, inevitavelmente, outras a destruir. Ainda não sei, nesta altura, que prioridades continuarão ou não. Só sei que terão que (algumas) ser alteradas. Daí que fique o aviso; se o blog não tem entradas regulares, é porque provavelmente será uma das prioridades a ser mudada. Não quer dizer que deixe de existir; simplesmente, e por enquanto, continuará como antes. Ou, mais provavelmente ainda, com um "timing" de actualização ainda mais alongado. Por manifesta falta de tempo; porque não sou (já fui) alguém que passe o dia em casa, sentado ou não ao computador; porque, simplesmente, a minha vida privada não o permite. Espero, no entanto, poder alterar a situação; o blog sempre foi, desde que o criei, o meu espaço de desabafo, o meu espaço de cuidados, algo que tenho sempre em conta no meu dia. É como um filho; tem que ser tratado, tem que ter atenção permanente. Pena é que a atenção que eu tenho para dispensar não seja tão permanente quanto seria desejável. Como dizia, espero poder alterar esta situação. Entretanto, e como "adenda", fica aqui uma outra entrada (acima desta) que penso que vai fazer rir alguns e deixar outros na indiferença. Não interessa; nunca interessou. Mas espero que gostem. Espero também, e em jeito de comentário final, que esta entrada não seja um adeus, mas sim um até já (sim, isto é um cliché... Mas eu não sou nenhum génio).