Estive, há pouco, a ler o jornal. Não é meu apanágio escrever críticas aos que leio; deixo isso para especialistas como a cara colega Lua. No entanto, há certas coisas que me escapam à compreensão...
Como mero exemplo, refiro o destaque que se dá à exibição do Sr. Bruno Paixão no Boavista-Sporting de Sábado passado. Tudo bem, a exibição do referido Sr. foi, no mínimo, vergonhosa, mas... Será que não houve também demérito do Sporting (e, consequentemente, mérito do Boavista)? Meus senhores, antes de criticarem os outros, olhem também para o próprio umbigo... Não me custa nada admitir (e como sportinguista) que o Liedson marca o golo em posição irregular... Adiante, este é um assunto já por demais debatido e que, obviamente, mesmo com todo o debate, não leva a lado nenhum.
Mais adiante, temos o caso do Iraque. O Cherne continua a ser teimoso e a lamber as bolas ao Bush. Caríssimo (não) amigo Durão (?) Barroso, estais à espera, certamente, de um 11S ou um 11M cá no burgo, não? Até os Espanhóis têm a inteligência devida para saber que o Bush já era, mais dia menos dia, e resolveram tirar as tropas do Iraque. "Assumir os compromissos com os nossos aliados e a comunidade Internacional" é, na minha singela opinião, a maior burrice política que eu já vi. Em ano de Euro 2004 e Rock In Rio-Lisboa, dois eventos que, certamente, atrairão milhares (se não mesmo milhões) de pessoas ao País, tornando-o um alvo bastante apetecível para ataques terroristas, deveríeis ter um pouco mais que peixe na cabeça, caro amigo (friso, não) Cherne.
Retornemos ao desporto; no triatlo, Vanessa Fernandes, a nova coqueluche da modalidade em Portugal, filha do antigo ciclista Venceslau Fernandes (que eu não tive oportunidade de ver em competição, infelizmente) venceu o Europeu, em Madrid. Agora, comparemos duas situações, uma da referida desportista, outra de um jornal especialista em desporto (sim, falo do Record):
Vanessa Fernandes, antes da prova, é confrontada com as adversárias, que lhe dizem o seguinte: "És a favorita", ao que ela responde "Estão mas é parvas". Isto, meus amigos, não é o habitual "pequenismo" inerente aos portugueses. É humildade pura e simples. E um grande trunfo para a vitória. Adiante;
Dando a notícia (como seria esperado), o Record diz, na sua última página (secção "Medalhas e Cartões"), em jeito de crónica: "Um candidato seguro ao ouro em Atenas". Bom... Eu penso de maneira diferente. Tudo bem, a miúda lá ganhou o Europeu, mas... Tem apenas 18 anos (idade de júnior), não tem experiência a nível internacional... E pouca a nível nacional. Candidato sério? Talvez. Seguro? Concerteza que não. Não vos esqueceis de um "pequeno" pormenor: Ela ganhou um Europeu, não um Mundial. Nos JO a coisa é um pouco diferente... Cá por mim, penso que não se deveriam fazer grandes alaridos; comemorar a vitória, certamente, mas sem euforias desmedidas nem sonhos irrealizáveis: lembrai-vos que o Mundial de futebol em 2002 correu mal...
Hoje não vou comentar:estou decepcionada com a humanidade.
Abraço, WB